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  • Foto do escritorAndré Sampaio

À conversa com Jorn Werdelin, CEO Linde Werdelin

Esta semana tivemos o prazer de receber o convite para passar um serão com Jorn Werdelin, um dos fundadores da marca Linde Werdelin juntamente com Morten Linde.

Aproveitamos para falar sobre o passado da marca e planos para o futuro já que fomos dos primeiros a ter a oportunidade de experimentar alguns modelos para 2020.


Linde Werdelin 3-Timer Rock

Para mim particularmente, este encontro teve um significado especial porque o primeiro "bom" relógio que eu tive foi precisamente desta marca.

Na altura um dos primeiros Spidolite com caixa em titânio esqueletizada, linha que se mantém até hoje.

Este foi de facto o primeiro aspecto que abordei na minha conversa com Jorn Werdelin, o design. De facto olhando para a coleção atual e exceptuando todas as atualizações que foram feitas entretanto, a silhueta de todos os relógios permanece quase inalterada passados mais de 10 anos desde o lançamento. Porquê??


Jorn Werdelin à direita


Desde o lançamento das versões Octopus que a gama da Linde Werdelin se declinava em apenas estas duas coleções, Octopus e Spido, esta ultima por sua vez declinada nos Spidolite e Spidospeed que mantinham o DNA original da marca. Caixas muito angulares com um desenho de bracelete integrada e nos Spido um construção de caixa muito recortada e com muito material removido para poupar peso.


Linde Werdelin Spidospeed Arktis

Este tipo de construção e linha de design mantém-se desde a fundação da marca. Segundo Jorn Werdelin a criação de uma identidade é fundamental na história da marca e acima de tudo um compromisso com os clientes. Deste modo os clientes não se sentem defraudados e sabem que podem contar esta homogeneidade sempre. De facto os relógios Linde Werdelin têm algumas das qualidade que eu mais aprecio num relógio. São originais e são daqueles tipos de relógio que se conseguem identificar se estiver alguém a 10 metros de nós a usar um. Essa característica mantém-se até hoje e é um dos factores de solidez da marca.


Uma terceira linha foi re-introduzida recentemente após uma colaboração com Kristian Haagen, conhecido colecionador e blogger de relojoaria que fez com que Morten Linde desenhasse um novo 3-Timer com base no modelo lançado em 2009, o Biformeter 3 Timer que por sua vez era uma evolução de um dos modelos originais o Biformeter Elemental e o Biformeter Two Timer.



Para este ano assistimos ao lançamento dos Spidolite nas versões Arktis Blue e Summit Green acrescentando alguma versatilidade à gama já disponível.

Versatilidade essa que é estendida a todas as gamas com a possibilidade de trocarmos de bracelete para outra cor ou material pretendido , desde borracha, têxtil ou aço e disponíveis numa variedade de cores.


Com uma produção anual que não ultrapassa as 150 unidade a Linde Werdelin mantém-se como uma marca exclusiva muito própria. Com peças podem ir desde os 6.570€ até algumas dezenas de milhares de euros. Não diríamos de modo algum que será uma marca de elite mas também não diríamos que é uma micro marca. É uma marca muito própria, com uma identidade muito definida e uma abordagem muito individual. Até no próprio relacionamento com os clientes esta marca foi um pouco contra aquilo que seria "normal" na industria em muitos aspectos.

Foram dos primeiros a abandonar Baselworld, foram das primeiras marcas a ter um programa que permitia a qualquer cliente experimentar durante alguns dias qualquer modelo da marca, foram uma das primeiras marcas a vender online diretamente ao cliente final, foram uma das primeiras marcas a ter um programa de retoma e revenda de relógios seus usados e foram uma das primeiras marcas a permitir que qualquer cliente possa personalizar o seu relógio.


Com tudo isto arriscamos a dizer que a Linde Werdelin encontrou o seu espaço e a sua clientela e que ainda terá muita historia para fazer. Uma marca muito única e muito própria que mantém a sua identidade num mundo onde todos viram constantemente de direção em procura das novas tendências .




Resta-me mais uma agradecer à revista Espiral do Tempo pelo convite e dar os parabéns pela iniciativa Encontros da Espiral que sem duvida permite um contacto muito exclusivo e próximo com as pessoas por trás da criação destas peças que tanto admiramos. Um bem haja a todos e até à próxima.


André Sampaio


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