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  • Foto do escritorAndré Sampaio

É o último, prometo! | Patek Phillipe Aquanaut

Atualizado: 22 de jul. de 2019

Neste nosso segundo relato da rúbrica "É o último, prometo" contamos com a colaboração do nosso amigo e colecionador Pedro Sá.

Proprietário de alguns dos modelos mais iconicos do mercado foi com muito gosto que seguimos o relato da compra do seu Patek Philippe Aquanaut.


A compra de um Patek Phillipe cria expectativas elevadas. Será que de facto este Aquanaut esteve à altura?

Horoduo - Como tomaste conhecimento do modelo em questão em 1° lugar?

Internet, loja, amigo? Alguma vez manuseaste um relógio igual antes de comprar?


Pedro Sá - Conheci este modelo, pela primeira vez, através da internet. Entretanto tive oportunidade de experimentar um num evento da marca e fiquei apaixonado, é realmente ainda mais impressionante ao vivo. Penso que isto acontece com todos os relógios da Patek, ao contrário de outras marcas, são muito mais bonitos ao vivo.


Horoduo - O que te levou a considerar a compra dele em 1° lugar? Preço, estética, colecionismo, exclusividade, marca?


Pedro Sá - A estética é, normalmente, o primeiro factor que me faz ter interesse por uma peça. Depois tem tudo a ver, claro, com a qualidade e história da marca, encaixar na minha colecção, ser um relógio que vou realmente usar e sentir me confortável, etc.


Apesar de ser o modelo de entrada da Patek Philippe, o Aquanaut é também um dos mais procurados

Horoduo - Que outros relógios estavas a equacionar comprar no lugar de este? Tinhas outras escolhas? O que te fez decidir?


Pedro Sá - Na verdade eu costumo fazer as minhas escolhas ao contrário; primeiro encontro uma peça que me conquiste e depois vem o processo de compra. Nunca me aconteceu querer comprar um relógio e fazer um processo de selecção.


Horoduo - Experiência de compra. No caso de uma marca tão exclusiva como a Patek a experiência correspondeu às expectativas? Tiveste tempo de espera? Qual a tua opinião em relação às listas de espera para determinados modelos? Isso não te fez equacionar outra compra?


Pedro Sá - A experiência correu muito bem. Realmente o que eu esperava de uma marca como a Patek. O tempo de espera foi de 2 anos. As listas de espera são aceitáveis para um tipo de produto muito exclusivo e que tem um processo de produção demorado, artesanal e em número limitado. A espera faz parte da experiência, e posso dizer que, durante este período estive em contacto com o director geral da marca que me foi dando feedback em relação à tudo, com uma proximidade e acessibilidade do melhor que existe.

A mensagem aqui é: tenho que esperar porque só fazemos X peças por ano, de forma a garantir a qualidade e a exclusividade.

Acho muito irritante a existência de listas de espera “artificiais”. Por exemplo. Acho que toda a gente começa a ficar um pouco irritada com a Rolex. Não questiono a qualidade do produto, mas o tempo de produção de um Rolex e o método industrial não justifica a espera. Ainda mais quando vemos diariamente “famosos” e especuladores a inundar o mercado com os modelos que os colecionadores não conseguem obter.


Horoduo - As primeiras impressões. Corresponderam às expectativas? Caixa, relógio, bracelete, acessórios? Achas que estava de acordo com o expectado?


Pedro Sá - Sim. Tudo é de extrema qualidade. Este relógio surpreendeu-me pela positiva, eu já tinha um Nautilus, e fiquei sempre com a impressão que este era um modelo, de algum modo inferior, o que é errado. Fiquei surpreendido especialmente com a qualidade e conforto da pulseira, a caixa tem um acabamento irrepreensível e tem o tamanho e a espessura ideal. Ponto positivo também para o fecho da bracelete, para quem aprecia design, é realmente uma escultura e uma maneira extremamente inteligente de o tornar numa peça simples, funcional e completamente Integrada.

O fundo é lindíssimo mas discreto, outro ponto que adoro na Patek.




Horoduo - Depois de algum tempo de uso, continuas a achar que foi uma boa compra? Experiências boas ou más a relatar nas primeiras semanas. Habituação, bracelete, tamanho, legibilidade, algum reparo a fazer?


Pedro Sá - Tornou-se talvez no relógio que mais uso. É muito leve e confortável, é muito discreto e não é tão propenso a riscos como o Nautilus. Acho que o produto final está muito bem conseguido, embora, se tivesse que acrescentar algo seria uma extensão ajustável da bracelete, por mais pequena que fosse. Sei que a Patek é uma marca muito conservadora mas num modelo “desportivo” seria uma mais-valia.


Horoduo - Pequeno relato da experiência global desde a decisão da compra até agora. Algum conselho a quem pondere a mesma compra? Equacionavas a compra de outro diferente agora?


Pedro Sá - Excelente. Um óptimo relógio de entrada para quem gosta da Patek e quer uma peça de gama alta mas discreta e desportiva.

Eventualmente comprarei um Patek um pouco mais clássico, há alguns Calatrava de que gosto muito, por exemplo o 5227 ou o 5396 com calendário anual. São ambos simples ao primeiro olhar mas com “truques” escondidos.

De qualquer forma não cumprem o requisito de serem um tipo de relógio que eu possa usar todos os dias, mas sei que daqui a mais algum tempo hei-de ter um.




Horoduo-Grau de satisfação com a compra de 1-10.


Pedro Sá- 9.5


Foi esta a experiência do Pedro na aquisição deste fantástico Aquanaut. Desde já agradecemos a partilha deste relato do processo de escolha e aquisição deste modelo de sonho.


Se tiverem alguma experiência que queiram partilhar connosco acerca de uma das vossas últimas compras, por favor não hesitem em contactar-nos, teremos todo o gosto em partilhar com os nossos leitores.


Obrigado!


André & Nuno

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